No emergente desenvolvimento das tecnologias o conceito de memória e arquivo alteram o processo de manuntenção da história social, humana e natural das pessoas e os seus territórios.

A constante evolução das cidades, das suas ruas, das suas gentes e a crescente mutação social que as mesmas sofrem carecem de um espaço de documentação, manutenção e preservação da memória.

As forma como nos sociabilizamos com a tecnologia, impõe uma ausência constante de manutenção dos sentidos, do tacto, do olfacto, entre outros.

E estimulam um maior distanciamento sensorial sobre o outro e o que no rodeia, circunscreve e limita o nosso raio de percepção visual .

Fomenta uma relação mais superficial sobre a matéria que assimilamos.

O Arquivo é uma pratica em formato de residencia vivência criativa, contribindo para a consolidação da memória e a sua documentação.

Fomenta um recurso sensorial que incentive a sociabilização fisica e a criação de laços de próximidade com a comunidade onde actua.

É em constante um espaço de investigação e produção para o comum.

Nasce na Freguesia de Campanhã no Porto e previligia o local onde se encontra como ponto de partida para actuar.

Com as gentes de que somos parte.
Das ruas que ainda cheiram a lugares.
Dos sitios onde vivem as historias.
Vozes e rostos que ainda são Porto.